quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A ORTOGRAFIA PORTUGUESA USADA NO BLOG ATUALMENTE, É ANTIGA.

VEJAM O VÍDEO SOBRE O TEMA:
A METEOROLOGIA
é a ciência que estuda os processos que ocorrem na atmosfera terrestre, principalmente na camada mais próxima à superfície, de aproximadamente 20 km de espessura, onde ocorre a maior parte das atividades humanas, e onde  podem ser sentidos os efeitos que as condições atmosféricas exercem na vida das pessoas.
Percebe-se daí que é necessário conhecer adequadamente os processos que causam a evolução das condições do tempo e aplicar este conhecimento na previsão destas condições. Esta é uma das atividades de que se ocupa a Meteorologia, mas não a única, de modo que o termo Ciências Atmosféricas tem sido empregado para melhor caracterizar a diversidade das áreas de estudo desta ciência.
Além da previsão do tempo, as Ciências Atmosféricas têm por objeto de estudo a poluição atmosférica, as mudanças climáticas globais, o problema das modificações na camada de ozônio na alta atmosfera, raios e relâmpagos, sistemas atmosféricos de grande escala, tufões e furacões e sensoriamento remoto. Para estes estudos, são necessários conhecimentos complementares de Física, Química, Matemática, Cálculo Numérico e Computação.
a meteorologia tem história
O termo surgiu quando o filósofo grego Aristóteles, em torno de 340 a.C., à sua maneira filosófica e especulativa, escreveu um livro sobre filosofia natural denominado Meteorológica, falando sobre o tempo, o clima, sobre astronomia, geografia e química. Falava de nuvens, chuva, neve, vento, granizo, trovões e furacões. Naqueles dias, tudo o que caia do céu e qualquer coisa vista no ar era chamada de meteoro, daí o nome meteorologia.
As idéias de Aristóteles se mantiveram aceitas por quase dois mil anos. De fato, o nascimento da meteorologia como uma ciência natural genuína não aconteceu até a invenção dos instrumentos meteorológicos (os termômetros, no fim do século XIV, o barômetro, para medir pressão atmosférica, em 1643, e o higrômetro, para medidas de umidade, no final do século XVIII).
A invenção do telégrafo, em 1843, permitiu a transmissão das observações rotineiras do tempo.
Depois, cartas sinóticas simples ("cartas de tempo") foram traçadas.
Em torno de 1920, os conceitos de massa de ar e frentes foram formulados na Noruega.
Na década de 40, as observações diárias de temperatura, umidade e pressão, feitas com radiossondas (balões de ar superior), deram uma visão tridimensional da atmosfera.
Com os computadores, na década de 50, a Meteorologia deu outro salto, e passou a resolver equações que descrevem o comportamento da atmosfera. Em 1960, o Tiros I, o primeiro satélite meteorológico lançado, colocou a Meteorologia na era espacial.
Os satélites estão capacitados a suprir os computadores com uma série de dados sobre todo o globo com previsões cada vez mais confiáveis.
Aristóteles, considerado o pai da meteorologia
Povos antigos prediziam o tempo com base na observação dos astros. Por meio do movimento do Sol, das estrelas e dos planetas, os antigos egípcios podiam prever as estações e as cheias do rio Nilo, tão essenciais para a sobrevivência do povo egípcio.[1] Entretanto, a história da meteorologia pode ser traçada a partir da Grécia Antiga.[2] Aristóteles é considerado o pai da meteorologia, e em 350 a.C., escreveu o livro “meteorológica”,[3] onde descreve com razoável precisão o que nós conhecemos atualmente como o ciclo da água, e esboçou que o planeta é dividido em cinco zonas climáticas: a região tórrida em torno do equador, duas zonas frígidas nos pólos e duas zonas temperadas.[4] No século IX, o naturalista curdo Al-Dinawari escreve o Livro das Plantas, onde detalha as aplicações da meteorologia na agricultura;[5] naquele momento histórico o mundo islâmico vivia uma revolução agrícola significativa.[6] Al-Dinawari, no seu livro, descreve o céu, os planetas, as constelações, o Sol e a Lua, as fases lunares e destacou as estações secas e úmidas. Também detalhou fenômenos meteorológicos, como o vento, tempestades, raios, neves, enchentes, vales, rios, lagos, poços e outras fontes de água.
Em 1021, o árabe Alhazen escreveu sobre a refração atmosférica da luz e mostrou que a refração atmosférica da luz solar acontece apenas quando o disco solar está a 18° ou menos abaixo da linha do horizonte.[7] Com base nisto, Alhazen, utilizando também recursos complexos de geometria, concluiu que a altura da atmosfera terrestre deveria ser de aproximadamente 79 km, o que é bastante razoável com os resultados atuais. Alhazen também concluiu que a atmosfera reflete a luz, pelo fato de que as estrelas menos brilhantes do céu começam a desaparecer quando o sol ainda está 18° abaixo da linha do horizonte, indicando o término do crepúsculo ou o início do amanhecer.[7] Em 1121, Al-Khazini, cientista muçulmano de origem greco-bizantina, publicou o Livro do Equilíbrio da Sabedoria, o primeiro estudo sobre o equilíbrio hidrostático.[8] No século XIII, o germânico Alberto Magno foi o primeiro a propor que cada gota de chuva tinha a forma de uma pequena esfera, e que esta forma significa que o arco-íris é produzido pela luz que interage com cada gotícula de chuva.[9] O filósofo inglês Roger Bacon foi o primeiro a calcular o tamanho angular do arco-íris e afirmou que o topo do arco-íris não pode se erigir mais do que 42° acima do horizonte.[10] No final do século XIII e início do século XIV, o alemão Teodorico de Freiberg e o persa Kamal al-Din al-Farisi continuaram o trabalho de Alhazen, e foram os primeiros a dar as explicações coerentes para o fenômeno do arco-íris.[10][11] Entretanto, Teodorico vai mais longe e explica também o arco-íris secundário.[10][12]
Edmond Halley concluiu que os fenômenos atmosféricos são derivados do aquecimento solar
Em 1441, o filho do rei coreano Sejong, o príncipe Munjong, inventou o primeiro pluviômetro padronizado. Vários pluviômetros foram enviados em todo o território dominado pela dinastia Joseon como uma ferramenta oficial para o recolhimento de impostos, com base no potencial de colheita que uma área fértil poderia oferecer.[13] Em 1450, o italiano Leone Battista Alberti desenvolveu um anemômetro de placa oscilante, que ficou conhecido como o primeiro registro histórico de um instrumento capaz de medir a velocidade do vento.[14] Em 1494, Cristóvão Colombo experimenta em sua navegação um ciclone tropical, o que leva ao primeiro relato escrito por um europeu de um furacão.[15] Em 1592, Galileu Galilei construiu o primeiro termoscópio, que via a elevação de uma coluna de óleo num tubo capilar com a elevação da temperatura.[16] Em 1611, Johannes Kepler escreve o primeiro tratado científico sobre cristais de neve: Strena Seu de Nive Sexangula ("Neve Hexagonal, uma Dádiva de Ano Novo").[17] Em 1643, o italiano Evangelista Torricelli inventou o barômetro de mercúrio.[18] Em 1648, o francês Blaise Pascal redescobre que a pressão atmosférica diminui com a altura, e deduz que existe um vácuo acima da atmosfera.[19] Em 1654, Ferdinando II de Medici estabeleceu a primeira rede de observação do tempo, que consistia de estações meteorológicas em Florença, Cutigliano, Vallombrosa, Bolonha, Parma, Milão, Innsbruck, Osnabrück, Paris e Varsóvia. Os dados coletados eram enviados para a central em Florença, em intervalos regulares de tempo.[20] Em 1662, o inglês Christopher Wren inventou o pluviômetro basculante de drenagem automática.[21] Em 1686, o inglês Edmund Halley apresenta um estudo sistemático dos ventos alísios e das monções e identifica o aquecimento solar como a causa dos movimentos atmosféricos.[22] Em 1716, Halley sugere que auroras boreais e austrais são causadas por "eflúvios magnéticos" que se deslocam ao longo das linhas do campo magnético da Terra.[23]



Em 1714, o alemão Gabriel Fahrenheit cria uma escala confiável para medir a temperatura com um termômetro de mercúrio.[24] Em 1735, o inglês George Hadley elabora uma explicação ideal para a circulação atmosférica global por meio do estudo dos ventos alísios.[25] Em 1738, o holandês Daniel Bernoulli publicou o livro Hidrodinâmica, iniciando a teoria cinética dos gases e estabeleceu as leis fundamentais da teoria dos gases.[26] Em 1742, o astrônomo sueco Anders Celsius sugere que a escala centígrada para a medição da temperatura seria mais adequada, o que seria o antecessor da escala Celsius atual.[27] No ano seguinte, quando o americano Benjamin Franklin é impedido de assistir a um eclipse lunar por um furacão, Franklin concluiu que os furacões se locomovem no sentido contrário de seus ventos.[28] Em 1761, o escocês Joseph Black descobriu que o gelo absorve calor sem alterar sua temperatura no momento da fusão.[29] Em 1772, o estudante Daniel Rutherford descobre o nitrogênio, que ele chama de "ar flogistado", que seria o resíduo gasoso de uma combustão, segundo a teoria do flogisto.[30] Em 1777, o francês Antoine Lavoisier descobriu o oxigênio e desenvolve uma explicação para a combustão,[31] e no seu livro de 1783, intitulado Réflexions sur le phlogistique, Lavoisier despreza a teoria do flogisto e propõe uma teoria calórica.[32]
A invenção do telégrafo permitiu uma revolução no intercâmbio de dados meteorológicos, proporcionando o surgimento das primeiras redes de observação meteorológica



Ainda em 1783, o primeiro higrômetro de cabelo é apresentado pelo suíço Horace-Bénédict de Saussure.[33] Em 1802-1803, o inglês Luke Howard escreve o livro Sobre a Modificação das Nuvens em que ele atribui nomes latinos aos vários tipos de nuvem.[34] Em 1804, o escocês John Leslie observa que uma superfície negra e fosca irradia calor com mais eficiência do que uma superfície polida, o que sugere a importância da radiação de corpo negro;[35] o comportamento da atmosfera depende também do calor irradiado pelos continentes e oceanos. Em 1806, o inglês Francis Beaufort introduziu seu sistema de classificação da velocidade do vento, conhecido atualmente como escala Beaufort.[36] Em 1808, o inglês John Dalton defende a teoria calórica em um novo sistema químico, e descreve as combinações da matéria, especialmente gases, e ainda propõe que a capacidade térmica dos gases varia inversamente com o peso atômico.[37] Em 1824, o francês Nicolas Léonard Sadi Carnot analisa a eficiência dos motores a vapor usando a teoria calórica e desenvolve a noção de reversibilidade e, ao postular que tal coisa não existe na natureza, estabelece as bases para a segunda lei da termodinâmica.[38] A chegada do telégrafo elétrico em 1837 permitiu, pela primeira vez, um método prático para a rápida coleta de dados meteorológicos de superfície de uma grande área. Tais dados poderiam ser usados para produzir mapas atmosféricos de superfície e estudar como a atmosfera evolui ao longo do tempo.[39] Para fazer sucessivas previsões meteorológicas com base nesses dados, seria necessária uma rede confiável de observação atmosférica, mas isso não foi possível até 1849, quando o Smithsonian Institute começou a estabelecer uma rede de observação nos Estados Unidos sob a liderança de Joseph Henry.[40]
O escritório de meteorologia de Robert FitzRoy tornar-se-ia a primeira agência meteorológica do mundo, a Agência Meteorológica do Reino Unido



Redes semelhantes de observação atmosférica foram estabelecidas na Europa nesta época. Em 1854, o Governo do Reino Unido designou Robert FitzRoy para o novo escritório do Meteorological Statist to the Board of Trade, com o papel de reunir observações meteorológicas no mar.[41] O escritório de FitzRoy tornou-se a Agência Meteorológica do Reino Unido em 1854, o primeiro serviço nacional de meteorologia em todo o mundo.[42] Em 1856, o americano William Ferrel propôs a existência de uma célula de circulação em latitudes médias, e o ar seria então defletido para leste para criar os ventos do oeste.[25] No final do século XIX, toda a extensão da interação em larga escala da força de gradiente de pressão e força de deflexão, que faz com que as massas de ar se movam ao longo de isóbaras, foi entendida.[25] Ainda neste momento, os primeiros atlas de nuvens foram publicados, incluindo o International Cloud Atlas, que se ativo na imprensa desde então.[43] As primeiras previsões diárias do tempo diárias feitas pelo escritório de FitzRoy foram publicadas no jornal The Times em 1860. No ano seguinte foi introduzido um sistema de aviso de tempestades, baseado em içamento de cones, nos principais portos ingleses.[44] Durante a segunda metade do século XIX, muitos países estabeleceram serviços meteorológicos nacionais. O Departamento Meteorológico da Índia (1875) foi fundado como consequência da passagens de sucessivos ciclones tropicais e severas monções, que estiveram relacionados com a fome nas décadas anteriores.[45] O Escritório Central Finlandês de Meteorológica (1881) foi fundado como parte do Observatório Magnético da Universidade de Helsinque.[46] O Observatório Meteorológico do Japão em Tóquio foi o precursor da Agência Meteorológica do Japão e iniciou a elaboração de mapas meteorológicos de superfície em 1883.[47] A Agência de Meteorologia dos Estados Unidos (1890) foi estabelecida sob a tutela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.[48] A Agência Australiana dos Estados Unidos (1906) foi estabelecida por lei para unificar os serviços meteorológicos estaduais existentes.[49]
O modelo norueguês de ciclones, formulado pela equipe liderada por Vilhelm Bjerknes, comparado ao modelo Shapiro-Keyser de ciclones



Em 1904, o cientista norueguês Vilhelm Bjerknes foi o primeiro a argumentar em seu artigo A Previsão do Tempo como um Problema de Mecânica e de Física que a previsão do tempo deveria ser possível a partir de cálculos baseados em leis naturais. Mas apenas no final do século XX que os avanços na compreensão da física atmosférica levaram à fundação da previsão numérica do tempo.A compreensão cinemática de como exatamente a rotação da Terra afeta a circulação atmosférica global ainda não era completa no século XIX. O francês Gustave-Gaspard Coriolis publicou um artigo em 1835 sobre a produção de energia das máquinas com peças rotacionais, tais como rodas d'água. Entretanto, somente em 1912 descobriu-se a presença desta força na atmosfera. Logo após a Primeira Guerra Mundial, um grupo de meteorologistas na Noruega, liderada por Vilhelm Bjerknes, desenvolveu o modelo norueguês de ciclones, que explica a geração, intensificação e o final do ciclo de vida de ciclones extratropicais, introduzindo a idéia de frentes, ou seja, as fronteiras bem definidas entre as massas de ar.[54] O grupo norueguês de pesquisas meteorológicas incluía Carl-Gustaf Rossby, que foi o primeiro a explicar o escoamento atmosférico em grande escala segundo a dinâmica de fluidos,[51] Tor Bergeron, quem determinou pela primeira vez o mecanismo pelo qual se forma a chuva,[25] e Jacob Bjerknes. Em 1922, o inglês Lewis Fry Richardson publicou Previsão do Tempo por Processos Numéricos, após reunir notas e derivações durante o período no qual ele trabalhou como motorista de ambulância na Primeira Guerra Mundial. Richardson observou que pequenos termos nos prognósticos das equações envolvendo a dinâmica de fluidos na atmosfera terrestre poderiam ser desprezados, e de como soluções numéricas do tempo poderiam ser encontrados ao relacionar graficamente as variáveis atmosféricas no tempo e espaço. Entretanto, o grande número de cálculos necessários era grande demais para ser concluído sem o uso de computadores, e o tamanho da rede meteorológica e a distância entre uma estação meteorológica e outra, além dos grandes intervalos de tempo utilizados nos cálculos levaram a resultados pouco realísticos nas análises de fenômenos meteorológicos em fortalecimento. Mais tarde, concluiu-se que tais resultados pouco realísticos eram devido às instabilidades numéricas.
A primeira imagem televisionada da Terra, capturada pelo satélite meteorológico TIROS-1
A partir de 1950, tornaram-se viáveis as previsões numéricas por meio de computadores. As primeiras previsões do tempo derivadas de operações computacionais usaram modelos barotrópicos, ou seja, usavam apenas a variáveis da pressão atmosférica, que prediziam com razoável sucesso a evolução de áreas de alta ou baixa pressão.
Em 1960, a natureza caótica da atmosfera foi observada pela primeira vez e matematicamente descrita por Edward Lorenz, fundador da teoria do caos.[56] Estes avanços levaram ao uso atual da previsão conjunta na maioria dos grandes centros de previsão, e a levar em conta a incerteza decorrente da natureza caótica da atmosfera. Nos últimos anos, modelos climáticos têm sido desenvolvidos, que apresentam uma resolução comparável aos antigos modelos de previsão do tempo. Tais modelos climáticos são usados para investigar mudanças climáticas em longo prazo, tais como os efeitos que podem ser causados por emissões humanas de gases do efeito estufa.[56] No abril daquele ano, foi lançado com sucesso o primeiro satélite meteorológico de sucesso, o TIROS-1, e marcou início da era em que as informações meteorológicas tornaram-se disponíveis a nível global.
a cultura popular sobre o tema:
texto de: Luciana Alvim Santos Romani * site da Embrapa: (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, texto modificado)
Segundo a cultura popular, se um grupo de maritacas estiver muito alvoroçado ou se as formigas se deslocarem de um ponto a outro em fila é porque o tempo está mudando e vai chover. 
Baseando-se na experiência adquirida ao observar a natureza, experiência esta que é passada de uma geração a outra, muitos agricultores brasileiros têm programado o manejo do solo, plantio e colheita ao longo de anos.
Esses mitos fazem parte da história brasileira e não devem ser ignorados ou desconsiderados pois têm seu valor, mesmo que, apenas como parte da cultura de um povo. No entanto, os avanços tecnológicos e científicos têm possibilitado previsões do tempo que, se aplicados à agricultura, permitem uma melhoria de produtividade e reduzem as perdas para o agricultor.
Até aí tudo bem, o problema maior está em entender e interpretar corretamente o que falam os pesquisadores, cientistas e meteorologistas com seus inúmeros jargões e palavras difíceis. 
Para começar, qual é a diferença entre tempo e clima? O tempo para os meteorologistas tem o significado de condições meteorológicas momentâneas ou quase momentâneas, diferentemente do entendimento mais popular que seria a sucessão dos meses ou dos anos.
Sob esse enfoque, condições de tempo podem ser entendidas como as flutuações nas variáveis atmosféricas que ocorrem de um dia para outro ou de uma hora para outra. Dessa forma, o tempo é descrito por elementos meteorológicos como temperatura, umidade relativa, chuva, vento etc. As condições de tempo envolvem fenômenos naturais que vão desde céu claro a nublado, de uma brisa a um tornado, entre outros (Cunha, 2003).
O conceito de clima pode ser entendido como uma média das condições de tempo, não restrito à média das variáveis meteorológicas, mas envolvendo a amplitude entre valores extremos. A freqüência da ocorrência dos fenômenos, além da sua localização geográfica também é considerada quando se fala em clima (Cunha, 2003).
De forma simplificada, podemos dizer que o tempo (meteorológico) é específico de uma certa região enquanto a noção de clima considera um horizonte de tempo (agora sim, cronológico) maior. O vento, que também influencia muito a agricultura, é outro conceito nem sempre muito fácil de se entender. O nome dos ventos, digamos assim, é uma convenção meteorológica.
Segundo ela, o vento que sopra de Sul para Norte é chamado vento Sul, já aquele que venta de Norte para Sul é conhecido como vento Norte. Ou seja, seu nome é determinado por sua origem e essa convenção está fundamentada na importância que os ventos têm na definição das condições meteorológicas. Isto porque as massas de ar em movimento apresentam propriedades físicas (temperatura e umidade, por exemplo) que estão relacionadas com seu local de origem (Cunha, 2003).
O vento é o ar em movimento e vai de um ponto de alta para outro de baixa pressão. Dependendo da sua direção e intensidade, pode não ser possível aplicar defensivo ou mesmo irrigar a plantação. Conhecer essas condições com antecedência pode ser fundamental na programação do agricultor.
O fato importante é que todo o conhecimento acumulado ao longo dos anos dá aos meteorologistas base para prever as condições do tempo e as climáticas com um grau de acerto satisfatório. 
E os agricultores podem, devem e usam tais conhecimentos.
Como funciona a meteorologia?

A meteorologia hoje: barômetros, termômetros e higrômetros

Você provavelmente já ouviu dizer que quanto mais palpiteiros houver, piores os resultados, talvez  como referência a um disco, uma empresa ou até uma equipe esportiva. A ideia é que, quanto mais pessoas estiverem envolvidas em um projeto, maior chance de que o resultado cause confusão, seja chato ou simplesmente horrível. De certa forma, a atmosfera é uma dessas situações em que há fatores demais dando palpite: gravidade, luz solar, rotação, zonas de pressão conflitantes, oceanos frios, desertos quentes, cadeias de montanhas e correntes de ar fortíssimas, para mencionar alguns. Essas forças constantemente forçam a atmosfera a se mover, e compreender o que ela está fazendo a cada dado momento requer muito estudo e observação.
meteorologia
© istockphoto.com / Alan Crawford
Estação meteorológica localizada na Escócia
Três das propriedades essenciais da atmosfera são a pressão do ar, a temperatura do ar e a umidade. Para realmente entender o que está acontecendo, é preciso que essas condições sejam medidas. Por isso, a meteorologia não emergiu realmente como ciência antes do  século 17, quando foram inventados o barômetro, que mede confiavelmente a pressão do ar, e um termômetro preciso para medir temperaturas. Antes do final do século, os cientistas também desenvolveram higrômetros confiáveis para medir a umidade. Esses instrumentos, bem como medidores do nível de chuva, permitiram melhoras no planejamento agrícola e nas viagens marítimas. 
Mas para obter uma visão verdadeiramente sinóptica sobre as condições correntes do tempo, é necessária uma maneira de se comunicar com os observadores de outras regiões. A invenção do telégrafo, em 1837, tornou isso possível. Por volta da metade do século 19, os meteorologistas de diversas estações eram capazes de se comunicar rapidamente uns com os outros e montar o quadro geral.
Por volta do final do século 19, os meteorologistas estavam usando balões meteorológicos para estudar as camadas superiores da atmosfera. Ao fazê-lo, conseguiram descobertas essenciais sobre a pressão do ar em altitude elevada e os padrões do vento. Com isso, eles puderam descobrir o papel desempenhado pelos centros de baixa pressão na determinação de padrões meteorológicos. Você já deve ter visto o apresentador apontar para eles em uma previsão do tempo na TV. O ar mais frio e denso avança em espiral para áreas mais quentes e de pressão mais baixa, vindo de regiões vizinhas. Isso leva o ar quente a subir para a parte superior da atmosfera, onde se espalha para todos os lados. Essas formações são conhecidas como ciclones (não confundir com furacões e tufões, que em algumas regiões recebem o nome de ciclones.) 
Mas essa elevação do ar não acontece apenas em um centro de baixa pressão. Também acontece quando duas massas de ar colidem em uma frente. Em ambos os casos, o ar elevado muitas vezes forma nuvens e sistemas de tempestades. Com essas descobertas, os meteorologistas estavam mais preparados para prever o tempo. Não estavam mais apresentando palpites informados baseados em reconhecimento de padrões, mas sim compreendendo como funciona a atmosfera.
No século 20, os avanços na aviação tornaram possível um estudo melhor da atmosfera superior, e novas tecnologias de rádio permitiram que os meteorologistas acrescentassem equipamentos sensíveis aos seus balões, que subiam a altitudes ainda maiores -- uma prática que continua. De maneira semelhante, bóias meteorológicas equipadas com rádioságua, a velocidade do vento e a altura das ondas. Depois da Segunda Guerra Mundial, os cientistas começaram a usar o comunicavam as condições vigentes no mar, entre as quais a temperatura da radar para estudar o tempo, porque essa tecnologia tornava possível detectar chuvas, além de aviões. 
Em 1960, novo avanço foi acrescentado para ampliar nossa capacidade de observar e medir a atmosfera da Terra: o satélite meteorológico. Ao colocar esses observatórios automatizados em órbitas polares de norte a sul e órbitas geoestacionárias de leste a oeste, os seres humanos conseguiram ver a atmosfera de fora, de um ponto de vista realmente sinóptico. Os satélites meteorológicos oferecem mais que uma visão extraterrestre do clima: também portam sensores que medem temperatura, umidade e radiação solar. 
Uma coisa é saber o que está acontecendo agora, mas como os meteorologistas transformam esses dados em uma ideia sobre o que vai acontecer amanhã? Leia a próxima seção para descobrir

pasmem, galera! Apenas oito universidades formam meteorologistas no país:

Se você adora matemática e física, e quer aliar essa habilidade à prestação de serviços, uma boa escolha pode ser a graduação em meteorologia.
“Um meteorologista, quando se forma, está preparado para trabalhar em duas grandes áreas. Ele pode atuar como pesquisador, no ambiente acadêmico, que é o caminho escolhido pela maioria dos meteorologistas, ou pode optar por trabalhar na parte prática, com a previsão do tempo”, diz o meteorologista Gustavo Escobar, coordenador do Grupo de Previsão de Tempo do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe).
Tanto para meteorologistas que serão pesquisadores, quanto para aqueles que farão a previsão do tempo, algumas disciplinas, além da física e da matemática, são importantes.
"Os cursos de meteorologia são, geralmente, divididos em duas etapas. Na primeira, o estudante aprende matemática, cálculos numéricos, física e física das nuvens. Na segunda etapa, ele tem matérias mais profissionais, que abrangem meteorologia básica, climatologia, e previsão do tempo por técnicas numéricas e modelos conceituais. Eles aprendem a interpretar as informações coletadas por radares meteorológicos”, explica o professor Isimar de Azevedo Santos, do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Outras disciplinas importantes durante a graduação são estatística, computação, elementos de cartografia e astronomia e expressão oral e escrita. “É fundamental que o meteorologista saiba falar bem e escrever, porque ele vai produzir boletins meteorológicos para especialistas em diversas áreas, e para o público leigo também”, afirma Escobar.
Atualmente, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), o curso de meteorologia é oferecido em apenas oito universidades pelo país, todas públicas. As durações mínima e máxima do curso ficam a critério da instituição de ensino, desde que respeitada a carga horária mínima de 3 mil horas.
Previsão do tempo
No Cptec/Inpe, a previsão do tempo conta com uma equipe de 12 profissionais, entre graduados, mestres, doutores e técnicos em meteorologia. O primeiro passo para o boletim que chega ao cidadão comum pela televisão, rádio ou internet é fazer um diagnóstico da situação meteorológica em um determinado momento.
“Por meio da análise de dados captados em estações meteorológicas, determinamos o estado da atmosfera em um momento específico. A partir dessa análise, o meteorologista de previsão consegue identificar os diferentes sistemas que estão atuando na atmosfera e só assim conseguirá traçar a previsão para os próximos dias”, explica Escobar.
A previsão, no entanto, não é uma ciência exata, e depende da interpretação do grupo de meteorologistas sobre simulações feitas por computadores. “Equações matemáticas e físicas simulam, por meio de computadores, o comportamento futuro da atmosfera. Essas saídas gráficas propostas pelos computadores são interpretadas pelos meteorologistas. Por isso é tão importante a experiência do grupo.”
Engana-se, porém, quem pensa que escolher a aplicação prática da previsão de tempo restringe as funções do meteorologista. O profissional pode atuar como suporte para equipes de aviação, navegação, agricultura, além da previsão tradicional, para o grande público.
“É uma profissão bastante abrangente e corresponde a uma área que tem precisado cada vez de mais profissionais. A sociedade demanda cada vez mais explicações sobre fenômenos naturais e pesquisas sobre as variações climáticas”, diz Escobar.

meteorologia do futuro: modelos numéricos de previsão do tempo:

A tecnologia moderna permite que meteorologistas compreendam a atmosfera da Terra de forma inédita, e lhes oferece um ponto de vista excelente para observar o tempo do planeta. Mas como eles traduzem essas observações em uma previsão razoável daquilo que o tempo continuará a fazer?








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© istockphoto.com / Lisa F. Young
Meteorologista monitora os movimentos de um furacão para tentar prever seu trajeto

Em lugar de simplesmente observar as condições correntes e estimar  o futuro com base em observações passadas, os meteorologistas criam modelos de previsão de tempo numéricos (NWP). Os modelos são cálculos objetivos, baseados em dados físicos que, quando processados por um computador, predizem como será o tempo no futuro. As equações envolvidas nesses modelos são complexas e envolvem múltiplas variáveis atmosféricas. Essas variáveis deixam certa margem de erro, de modo que quanto mais distante no futuro for a data para a qual se deseja a previsão, maior a chance de erro.
Observe qualquer previsão de tempo hora a hora: a previsão para cada hora é um passo para o futuro possível. A previsão inicial (por exemplo, a de como estará o tempo dentro de uma hora) resulta da aplicação de um modelo de computador ao tempo que temos agora. Depois, para conseguir um modelo sobre que tempo teremos em duas horas, as diversas equações são aplicadas ao primeiro modelo obtido. Assim, embora a previsão inicial se baseie em dados reais, a segunda se baseia em condições previstas, que podem ser menos que precisas. Cada previsão subseqüente eleva a possibilidade de erro. Por isso, os modelos NWP se tornam cada vez menos precisos quando avançam para o futuro.
Os meteorologistas vêm constantemente melhorando os modelos NWP, desde os anos 80. Ao alterá-los constantemente, criaram equações mais precisas e com menor margem de erro. Outra técnica, conhecida como Estatística de Produção de Modelos, melhora a previsão do tempo ao tomar o modelo NWP, baseado em condições atuais, e extrapolá-lo para comparar com as condições passadas de superfície em dada região. O método essencialmente usa leituras meteorológicas do passado para compensar alguns dos erros inerentes ao modelo NWP.
Homens do tempo X meteorologistas
Qual é a diferença entre um meteorologista e o homem do tempo na TV? Enquanto o primeiro é um cientista diplomado em meteorologia ou ciências atmosféricas, o homem do tempo não necessariamente tem formação científica. De fato, Narciso Vernizzi e Sandra Annenberg não são meteorologistas, ainda que tenham ganhado fama apresentando previsões do tempo.
A despeito dos avanços continuados na meteorologia, não espere previsões infalíveis em breve. Ao considerar as numerosas variáveis em um modelo NWP, é importante perceber até que ponto uma pequena discrepância pode fazer diferença. Em 1961, o meteorologista e criador da teoria do caos Edward Lorenz decidiu considerar as diferenças que um modelo poderia sofrer com uma discrepância de um único ponto decimal. Com base nesse estudo, ele cunhou o termo efeito borboleta, definido pela questão: "Quando uma borboleta bate as asas no Brasil, ela está causando um tornado no Texas?"
Mas embora a previsão do tempo esteja longe de ser infalível, a meteorologia já salvou incontáveis vidas ao permitir que cientistas prevejam onde um tempo muito severo vai surgir, e alertem as pessoas com antecedência. A previsão semanal do tempo pode não ser perfeita, mas nossa compreensão sobre o complexo conjunto de movimentos da atmosfera em que vivemos tampouco o é.
O meteorologista mais famoso da história
podemos resumir a importância do capitão Stagg da seguinte forma: sem ele os aliados não teriam ganho a Segunda Guerra Mundial.
Pode parecer exagero, mas não é.
O famoso dia D – o desembarque de tropas aliadas na França em 06 de junho de 1944, se você dormiu nas aulas de História – não teria dado certo se não fosse pelo capitão Stagg. E sem o dia D, no mínimo, a guerra teria se arrastado por mais alguns anos, ou no máximo, teria virado a favor das tropas de Hitler.
O dia D ainda mantém o recorde (ou seria o record ?) de ser a maior concentração de forças áreas, terrestres e navais da história conhecida da humanidade, apesar de alguns acharem que a guerra entre a Atlântida e o Império Rama possa ter tido batalhas maiores. Eu pessoalmente acho que a tentativa de invasão de Mordor nos capítulos finais de O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei foi maior, por mais que pese o fato de que não existia força aérea no universo de Tolkien.
O dia D foi um daqueles eventos que todos os envolvidos sabiam que iam acontecer, só não sabiam quando nem onde. Hitler, apesar de ser um estrategista bem meia boca, sabia que estava dando mole ao deslocar mais de 60 % de suas tropas para combater os soviéticos no leste. A invasão da França, partindo da Inglaterra, era tão óbvia que Hitler mandou construir a “Muralha do Atlântico” na esperança de que poderia deter a invasão.
Mas onde entra o nosso intrépido meteorologista nessa história ? Veremos.
Originalmente, o ataque estava planejado para o dia 05 de junho. Mas, naquele dia, o céu estava cheio de nuvens do tipo stratus, chovia e ventos fortes assolavam o canal da Mancha. Eram péssimas notícias. O plano era de que a poderosa aviação aliada atuaria como batedores na invasão da França, arrasando o maior número de fortificações alemãs antes da chegada das tropas pelo mar e também jogariam paraquedistas por trás das linhas inimigas para bloquear seu recuo. Mas, para o plano funcionar, era imprescindível que o tempo estivesse claro e com pouco vento.


Sir James Martin Stagg
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Cap. James, Com o seu melhor sorriso. Kkkkkkkkk

Quatro mil navios já estavam preparados para o ataque. As tropas já estavam embarcadas, tensas e começando a sofrer de enjôo por causa do mar “mexido”. Não dava para esperar por muito mais tempo. Os alemães não eram cegos, em breve perceberiam que o ataque estava para ser deflagrado.
Na reunião com o corpo de meteorologistas naquele dia, o capitão Stagg foi categórico: haveria uma melhora do tempo no dia seguinte, e que persistiria por 36 horas. Se não fosse aproveitada essa melhora, o tempo ficaria muito pior e só melhoraria por volta do dia 19. Foi uma aposta ousada. Mesmo hoje, com todos os recursos modernos como satélites, as previsões meteorológicas costumam estar erradas em 50 % nessa região da França em particular.
O comandante supremo dos aliados, general Dwight Eisenhower, resolveu bancar a aposta do metereologista escocês. Chamou seus oficiais e, depois de ouvir todos os argumentos, saiu-se com essa: “Estou certo de que temos de prosseguir. Não vejo como possamos proceder de outra forma. Ok, vamos lá.” E, enquanto seus subordinados disparavam as últimas ordens para o ataque, Eisenhower escrevia uma nota em que assumia a culpa pelo fracasso da operação. Felizmente não precisou divulgá-la.
O resto é (e está nos livros de) História. O tempo realmente melhorou no dia 06 e o ataque foi coroado de pleno êxito. As baixas foram severas, dos dois lados – cerca de 40 mil mortos no total – e o dia D ficou conhecido como “o dia mais longo da história”. Agora Hitler estava cercado, sendo arrasado pelo rolo compressor soviético ao leste e empurrado pelas tropas de Eisenhower a oeste. A Segunda Guerra Mundial entrava na sua fase final. Enquanto isso, em algum lugar seguro na Grã Bretanha, o capitão Stagg devia estar bebendo uma boa dose de uísque nacional – no caso dele, escocês – para comemorar mais uma previsão acertada.
Depois da Guerra o Capitão Stabb colheu os louros da sua previsão acertada. Foi diretor do Escritório de Metereologia inglês até a década de 60, escolhido Cavaleiro do Império Britânico em 1954 e eleito presidente da Royal Meteorological Society em 1959. Morreu em 23 de junho de 1975, poucos dias antes de completar 75 anos de idade. Álias, para quem gosta de coincidência, o capitão Stabb é um prato cheio: nasceu, teve o maior acerto da sua vida e morreu num mês de junho. Era um predestinado mesmo. Ou um cara com sorte. Ou as duas coisas. Mas ainda bem que ele estava certo.
Dia 23 de março é o dia do meteorologista!
O dia vinte e três de março foi escolhido como o dia internacional do meteorologista, pois nesta data fundou-se a Organização Mundial de Meteorologia.
A Organização Mundial de Meteorologia (OMM) é sucessora da Organização Meteorológica Internacional, criada em 1873, com o intuito de unificar o sistema então muito mesclado de pesquisas meteorológicas mundial.
É o Organismo Internacional autorizado pelas Nações Unidas com ação no que diz respeito ao comportamento da atmosfera da Terra, sua interação com os oceanos e clima resultante, e respectiva distribuição de recursos hídricos. Sua sede está localizada em Genebra na Suíça.

AGORA O ASSUNTO ESTÁ MUITO SÉRIO GALERA, VAMOS BRINCAR UM POUCO OK? É A HORA DO:
MOMENTO DERCY:

A HORA QUE O ASSUNTO SAI DO SÉRIO, LITERALMENTE.

A meteorologia é uma ciência faculdade (mental?) que permite que o formando apresente a  previsão do tempo em qualquEr  jornal, mesmo os furrecas, além de estragar o final de semana da população.
O curso existe desde os tempos bíblicos, quando Deusavisou a população da Galiléia que um dilúvio iria destruir todo o universoNoé foi o único que acreditou, e como foi o único humano sobrevivente, resolveu iniciar o ensino da meteorologia — sem diploma, aquele larápio (pensando bem, diploma pra quer?)
No Brasil, a Meteorologia ( ou como muitos pronunciam: Metrologia ou Metrolhroehlerhoerlheogia) é uma profissão de grande destaque, sendo que muitos até a consideram como a profissão do futuro ( Tão futuro que nem o Michael J. Fox a achou ).
O salário varia de um pão francês até um R$1,50. Há lendas de Meteorologista ( é, é assim mesmo que se diz, não ria) que ganham o mesmo que engenheiros, mas sinceramente é mais fácil acreditar no curupira ou no chupa cabras.
A instituição de ensino de Meteorologia mais famosa do país é o Instituto Abatedor de Galinhas (IAG), na qual os alunos encontram uma experiência sem precedentes. Lá, os aspirantes( HA HA HA) à Meteorologia são treinados para serem os profissionais completos que o mundo necessita : aprendem desde amassar folhas de papel e medir seu tamanho até olhar para o céu e tentar descobrir qual animalzinho a nuvem parece, além de ser OBRIGADO a bulinar um pote de isopor com um canudinho.
Além de todo prazer descrito acima, ainda há inesquecíveis festas, organizadas pelo ENORME centro acadêmico. Nelas, você pode beber água e curtir o som até as 23:00. Sem contar a presença de 1 mulher (miss panta) para cada 10000000000000000 homens. Alias, olhe bem pra ter certeza que é mulher.
Depois de se fuder nesta merda de curso durante 8 anos (tempo em que ou você se forma ou é jubilado da usp), o meteorologista vai trabalhar nas duas únicas empresas de meteorologia do Brasil (que vasto mercado de trabalho!!!!), a Somar Meteorologia (que na verdade divide o salário dos meteorologistas por 3) e a Climatempo (aquela do homem do tempo carequinha, o Carlos Magno), lá o meteorologista vai ganhar seus honrosos 1000 reais por mês pelo resto da vida ou até passar em um concurso da Infraero e ser mais um escravo público.
Desanimou-se com o trabalho na área? Você pode seguir a carreira acadêmica então, nesta carreira o meteorologista estuda mais que ninguém, deixa de conviver socialmente, faz chupeta diariamente para seus professores orientadores, vive na frente do computador e sua única diversão é pornografia na internet. Para no fim lutar por uma bolsa de mestrado ou doutorado com remuneração menor que a do bolsa família e ter um título de mestre ou doutor que não vale porra nenhuma neste país onde semi-analfabeto é eleito presidente.
Enfim, acorde perdedor, você nunca será um caçador de tornados e nem vai comer a Helen Hunt, como no filme Twister!
"Profissão de meteorologista é pós-graduação"
Previsão universal: se não esquentar vai esfriar, se não chover vai fazer Sol. (não tem erro)
Se o meteorologista acerta a previsão o mérito é dele, mas cuidado, eventualmente jornalistas gostam de sabotar (eles sempre fazem isso) meteorologistas e publicam uma previsão errada pra pegar os troxas.
FONTE DESCICLOPÉDIA, A ENCICLOPÉDIA DA DERCY GONÇALVES.


NÃO PERCA EM NOVEMBRO DE 2011, MAIS UM TEXTO INTERESSANTE PRA VOCÊ. ALÉM DE ALGUMAS NOVIDADES NO SCIENTIFIC LOOK. O BLOG PRA QUEM GOSTA DE CIÊNCIA E INFORMAÇÃO.