VEJAM O VÍDEO SOBRE O TEMA:
A
METEOROLOGIA
é a ciência que estuda os processos que ocorrem
na atmosfera terrestre, principalmente na camada mais próxima à
superfície, de aproximadamente 20 km de espessura, onde ocorre a
maior parte das atividades humanas, e onde podem ser sentidos
os efeitos que as condições atmosféricas exercem na vida das
pessoas.
Percebe-se
daí que é necessário conhecer adequadamente os processos que
causam a evolução das condições do tempo e aplicar este
conhecimento na previsão destas condições. Esta é uma das
atividades de que se ocupa a Meteorologia, mas não a única, de modo
que o termo Ciências Atmosféricas tem sido empregado para
melhor caracterizar a diversidade das áreas de estudo desta ciência.
Além
da previsão do tempo, as Ciências Atmosféricas têm por objeto de
estudo a poluição atmosférica, as mudanças climáticas globais, o
problema das modificações na camada de ozônio na alta atmosfera,
raios e relâmpagos, sistemas atmosféricos de grande escala, tufões
e furacões e sensoriamento remoto. Para estes estudos, são
necessários conhecimentos complementares de Física, Química,
Matemática, Cálculo Numérico e Computação.
a
meteorologia tem história
O
termo surgiu quando o filósofo grego Aristóteles, em torno de 340
a.C., à sua maneira filosófica e especulativa, escreveu um livro
sobre filosofia natural denominado Meteorológica, falando sobre o
tempo, o clima, sobre astronomia, geografia e química. Falava de
nuvens, chuva, neve, vento, granizo, trovões e furacões. Naqueles
dias, tudo o que caia do céu e qualquer coisa vista no ar era
chamada de meteoro, daí o nome meteorologia.
As
idéias de Aristóteles se mantiveram aceitas por quase dois mil
anos. De fato, o nascimento da meteorologia como uma ciência natural
genuína não aconteceu até a invenção dos instrumentos
meteorológicos (os termômetros, no fim do século XIV, o barômetro,
para medir pressão atmosférica, em 1643, e o higrômetro, para
medidas de umidade, no final do século XVIII).
A
invenção do telégrafo, em 1843, permitiu a transmissão das
observações rotineiras do tempo.
Depois,
cartas sinóticas simples ("cartas de tempo") foram
traçadas.
Em
torno de 1920, os conceitos de massa de ar e frentes foram formulados
na Noruega.
Na
década de 40, as observações diárias de temperatura, umidade e
pressão, feitas com radiossondas (balões de ar superior), deram uma
visão tridimensional da atmosfera.
Com
os computadores, na década de 50, a Meteorologia deu outro salto, e
passou a resolver equações que descrevem o comportamento da
atmosfera. Em 1960, o Tiros I, o primeiro satélite meteorológico
lançado, colocou a Meteorologia na era espacial.
Os
satélites estão capacitados a suprir os computadores com uma série
de dados sobre todo o globo com previsões cada vez mais confiáveis.
Aristóteles,
considerado o pai da meteorologia
Povos antigos
prediziam o tempo com base na observação dos astros. Por meio do
movimento do Sol, das estrelas e dos planetas, os antigos egípcios
podiam prever as estações e as cheias do rio Nilo, tão essenciais
para a sobrevivência do povo egípcio.[1] Entretanto, a história da
meteorologia pode ser traçada a partir da Grécia Antiga.[2]
Aristóteles é considerado o pai da meteorologia, e em 350 a.C.,
escreveu o livro “meteorológica”,[3] onde descreve com razoável
precisão o que nós conhecemos atualmente como o ciclo da água, e
esboçou que o planeta é dividido em cinco zonas climáticas: a
região tórrida em torno do equador, duas zonas frígidas nos pólos
e duas zonas temperadas.[4] No século IX, o naturalista curdo
Al-Dinawari escreve o Livro das Plantas, onde detalha as aplicações
da meteorologia na agricultura;[5] naquele momento histórico o mundo
islâmico vivia uma revolução agrícola significativa.[6]
Al-Dinawari, no seu livro, descreve o céu, os planetas, as
constelações, o Sol e a Lua, as fases lunares e destacou as
estações secas e úmidas. Também detalhou fenômenos
meteorológicos, como o vento, tempestades, raios, neves, enchentes,
vales, rios, lagos, poços e outras fontes de água.
Em 1021, o árabe
Alhazen escreveu sobre a refração atmosférica da luz e mostrou que
a refração atmosférica da luz solar acontece apenas quando o disco
solar está a 18° ou menos abaixo da linha do horizonte.[7] Com base
nisto, Alhazen, utilizando também recursos complexos de geometria,
concluiu que a altura da atmosfera terrestre deveria ser de
aproximadamente 79 km, o que é bastante razoável com os resultados
atuais. Alhazen também concluiu que a atmosfera reflete a luz, pelo
fato de que as estrelas menos brilhantes do céu começam a
desaparecer quando o sol ainda está 18° abaixo da linha do
horizonte, indicando o término do crepúsculo ou o início do
amanhecer.[7] Em 1121, Al-Khazini, cientista muçulmano de origem
greco-bizantina, publicou o Livro do Equilíbrio da Sabedoria, o
primeiro estudo sobre o equilíbrio hidrostático.[8] No século
XIII, o germânico Alberto Magno foi o primeiro a propor que cada
gota de chuva tinha a forma de uma pequena esfera, e que esta forma
significa que o arco-íris é produzido pela luz que interage com
cada gotícula de chuva.[9] O filósofo inglês Roger Bacon foi o
primeiro a calcular o tamanho angular do arco-íris e afirmou que o
topo do arco-íris não pode se erigir mais do que 42° acima do
horizonte.[10] No final do século XIII e início do século XIV, o
alemão Teodorico de Freiberg e o persa Kamal al-Din al-Farisi
continuaram o trabalho de Alhazen, e foram os primeiros a dar as
explicações coerentes para o fenômeno do arco-íris.[10][11]
Entretanto, Teodorico vai mais longe e explica também o arco-íris
secundário.[10][12]
Edmond Halley
concluiu que os fenômenos atmosféricos são derivados do
aquecimento solar
Em 1441, o filho
do rei coreano Sejong, o príncipe Munjong, inventou o primeiro
pluviômetro padronizado. Vários pluviômetros foram enviados em
todo o território dominado pela dinastia Joseon como uma ferramenta
oficial para o recolhimento de impostos, com base no potencial de
colheita que uma área fértil poderia oferecer.[13] Em 1450, o
italiano Leone Battista Alberti desenvolveu um anemômetro de placa
oscilante, que ficou conhecido como o primeiro registro histórico de
um instrumento capaz de medir a velocidade do vento.[14] Em 1494,
Cristóvão Colombo experimenta em sua navegação um ciclone
tropical, o que leva ao primeiro relato escrito por um europeu de um
furacão.[15] Em 1592, Galileu Galilei construiu o primeiro
termoscópio, que via a elevação de uma coluna de óleo num tubo
capilar com a elevação da temperatura.[16] Em 1611, Johannes Kepler
escreve o primeiro tratado científico sobre cristais de neve: Strena
Seu de Nive Sexangula ("Neve Hexagonal, uma Dádiva de Ano
Novo").[17] Em 1643, o italiano Evangelista Torricelli inventou
o barômetro de mercúrio.[18] Em 1648, o francês Blaise Pascal
redescobre que a pressão atmosférica diminui com a altura, e deduz
que existe um vácuo acima da atmosfera.[19] Em 1654, Ferdinando II
de Medici estabeleceu a primeira rede de observação do tempo, que
consistia de estações meteorológicas em Florença, Cutigliano,
Vallombrosa, Bolonha, Parma, Milão, Innsbruck, Osnabrück, Paris e
Varsóvia. Os dados coletados eram enviados para a central em
Florença, em intervalos regulares de tempo.[20] Em 1662, o inglês
Christopher Wren inventou o pluviômetro basculante de drenagem
automática.[21] Em 1686, o inglês Edmund Halley apresenta um estudo
sistemático dos ventos alísios e das monções e identifica o
aquecimento solar como a causa dos movimentos atmosféricos.[22] Em
1716, Halley sugere que auroras boreais e austrais são causadas por
"eflúvios magnéticos" que se deslocam ao longo das linhas
do campo magnético da Terra.[23]
Em 1714, o
alemão Gabriel Fahrenheit cria uma escala confiável para medir a
temperatura com um termômetro de mercúrio.[24] Em 1735, o inglês
George Hadley elabora uma explicação ideal para a circulação
atmosférica global por meio do estudo dos ventos alísios.[25] Em
1738, o holandês Daniel Bernoulli publicou o livro Hidrodinâmica,
iniciando a teoria cinética dos gases e estabeleceu as leis
fundamentais da teoria dos gases.[26] Em 1742, o astrônomo sueco
Anders Celsius sugere que a escala centígrada para a medição da
temperatura seria mais adequada, o que seria o antecessor da escala
Celsius atual.[27] No ano seguinte, quando o americano Benjamin
Franklin é impedido de assistir a um eclipse lunar por um furacão,
Franklin concluiu que os furacões se locomovem no sentido contrário
de seus ventos.[28] Em 1761, o escocês Joseph Black descobriu que o
gelo absorve calor sem alterar sua temperatura no momento da
fusão.[29] Em 1772, o estudante Daniel Rutherford descobre o
nitrogênio, que ele chama de "ar flogistado", que seria o
resíduo gasoso de uma combustão, segundo a teoria do flogisto.[30]
Em 1777, o francês Antoine Lavoisier descobriu o oxigênio e
desenvolve uma explicação para a combustão,[31] e no seu livro de
1783, intitulado Réflexions sur le phlogistique, Lavoisier despreza
a teoria do flogisto e propõe uma teoria calórica.[32]
A invenção do
telégrafo permitiu uma revolução no intercâmbio de dados
meteorológicos, proporcionando o surgimento das primeiras redes de
observação meteorológica
Ainda em 1783, o
primeiro higrômetro de cabelo é apresentado pelo suíço
Horace-Bénédict de Saussure.[33] Em 1802-1803, o inglês Luke
Howard escreve o livro Sobre a Modificação das Nuvens em que ele
atribui nomes latinos aos vários tipos de nuvem.[34] Em 1804, o
escocês John Leslie observa que uma superfície negra e fosca
irradia calor com mais eficiência do que uma superfície polida, o
que sugere a importância da radiação de corpo negro;[35] o
comportamento da atmosfera depende também do calor irradiado pelos
continentes e oceanos. Em 1806, o inglês Francis Beaufort introduziu
seu sistema de classificação da velocidade do vento, conhecido
atualmente como escala Beaufort.[36] Em 1808, o inglês John Dalton
defende a teoria calórica em um novo sistema químico, e descreve as
combinações da matéria, especialmente gases, e ainda propõe que a
capacidade térmica dos gases varia inversamente com o peso
atômico.[37] Em 1824, o francês Nicolas Léonard Sadi Carnot
analisa a eficiência dos motores a vapor usando a teoria calórica e
desenvolve a noção de reversibilidade e, ao postular que tal coisa
não existe na natureza, estabelece as bases para a segunda lei da
termodinâmica.[38] A chegada do telégrafo elétrico em 1837
permitiu, pela primeira vez, um método prático para a rápida
coleta de dados meteorológicos de superfície de uma grande área.
Tais dados poderiam ser usados para produzir mapas atmosféricos de
superfície e estudar como a atmosfera evolui ao longo do tempo.[39]
Para fazer sucessivas previsões meteorológicas com base nesses
dados, seria necessária uma rede confiável de observação
atmosférica, mas isso não foi possível até 1849, quando o
Smithsonian Institute começou a estabelecer uma rede de observação
nos Estados Unidos sob a liderança de Joseph Henry.[40]
O escritório de
meteorologia de Robert FitzRoy tornar-se-ia a primeira agência
meteorológica do mundo, a Agência Meteorológica do Reino Unido
Redes
semelhantes de observação atmosférica foram estabelecidas na
Europa nesta época. Em 1854, o Governo do Reino Unido designou
Robert FitzRoy para o novo escritório do Meteorological Statist to
the Board of Trade, com o papel de reunir observações
meteorológicas no mar.[41] O escritório de FitzRoy tornou-se a
Agência Meteorológica do Reino Unido em 1854, o primeiro serviço
nacional de meteorologia em todo o mundo.[42] Em 1856, o americano
William Ferrel propôs a existência de uma célula de circulação
em latitudes médias, e o ar seria então defletido para leste para
criar os ventos do oeste.[25] No final do século XIX, toda a
extensão da interação em larga escala da força de gradiente de
pressão e força de deflexão, que faz com que as massas de ar se
movam ao longo de isóbaras, foi entendida.[25] Ainda neste momento,
os primeiros atlas de nuvens foram publicados, incluindo o
International Cloud Atlas, que se ativo na imprensa desde então.[43]
As primeiras previsões diárias do tempo diárias feitas pelo
escritório de FitzRoy foram publicadas no jornal The Times em 1860.
No ano seguinte foi introduzido um sistema de aviso de tempestades,
baseado em içamento de cones, nos principais portos ingleses.[44]
Durante a segunda metade do século XIX, muitos países estabeleceram
serviços meteorológicos nacionais. O Departamento Meteorológico da
Índia (1875) foi fundado como consequência da passagens de
sucessivos ciclones tropicais e severas monções, que estiveram
relacionados com a fome nas décadas anteriores.[45] O Escritório
Central Finlandês de Meteorológica (1881) foi fundado como parte do
Observatório Magnético da Universidade de Helsinque.[46] O
Observatório Meteorológico do Japão em Tóquio foi o precursor da
Agência Meteorológica do Japão e iniciou a elaboração de mapas
meteorológicos de superfície em 1883.[47] A Agência de
Meteorologia dos Estados Unidos (1890) foi estabelecida sob a tutela
do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.[48] A Agência
Australiana dos Estados Unidos (1906) foi estabelecida por lei para
unificar os serviços meteorológicos estaduais existentes.[49]
O modelo
norueguês de ciclones, formulado pela equipe liderada por Vilhelm
Bjerknes, comparado ao modelo Shapiro-Keyser de ciclones
Em 1904, o
cientista norueguês Vilhelm Bjerknes foi o primeiro a argumentar em
seu artigo A Previsão do Tempo como um Problema de Mecânica e de
Física que a previsão do tempo deveria ser possível a partir de
cálculos baseados em leis naturais. Mas apenas no final do século
XX que os avanços na compreensão da física atmosférica levaram à
fundação da previsão numérica do tempo.A compreensão cinemática
de como exatamente a rotação da Terra afeta a circulação
atmosférica global ainda não era completa no século XIX. O francês
Gustave-Gaspard Coriolis publicou um artigo em 1835 sobre a produção
de energia das máquinas com peças rotacionais, tais como rodas
d'água. Entretanto, somente em 1912 descobriu-se a presença desta
força na atmosfera. Logo após a Primeira Guerra Mundial, um grupo
de meteorologistas na Noruega, liderada por Vilhelm Bjerknes,
desenvolveu o modelo norueguês de ciclones, que explica a geração,
intensificação e o final do ciclo de vida de ciclones
extratropicais, introduzindo a idéia de frentes, ou seja, as
fronteiras bem definidas entre as massas de ar.[54] O grupo norueguês
de pesquisas meteorológicas incluía Carl-Gustaf Rossby, que foi o
primeiro a explicar o escoamento atmosférico em grande escala
segundo a dinâmica de fluidos,[51] Tor Bergeron, quem determinou
pela primeira vez o mecanismo pelo qual se forma a chuva,[25] e Jacob
Bjerknes. Em 1922, o inglês Lewis Fry Richardson publicou Previsão
do Tempo por Processos Numéricos, após reunir notas e derivações
durante o período no qual ele trabalhou como motorista de ambulância
na Primeira Guerra Mundial. Richardson observou que pequenos termos
nos prognósticos das equações envolvendo a dinâmica de fluidos na
atmosfera terrestre poderiam ser desprezados, e de como soluções
numéricas do tempo poderiam ser encontrados ao relacionar
graficamente as variáveis atmosféricas no tempo e espaço.
Entretanto, o grande número de cálculos necessários era grande
demais para ser concluído sem o uso de computadores, e o tamanho da
rede meteorológica e a distância entre uma estação meteorológica
e outra, além dos grandes intervalos de tempo utilizados nos
cálculos levaram a resultados pouco realísticos nas análises de
fenômenos meteorológicos em fortalecimento. Mais tarde, concluiu-se
que tais resultados pouco realísticos eram devido às instabilidades
numéricas.
A primeira
imagem televisionada da Terra, capturada pelo satélite meteorológico
TIROS-1
A partir de
1950, tornaram-se viáveis as previsões numéricas por meio de
computadores. As primeiras previsões do tempo derivadas de operações
computacionais usaram modelos barotrópicos, ou seja, usavam apenas a
variáveis da pressão atmosférica, que prediziam com razoável
sucesso a evolução de áreas de alta ou baixa pressão.
Em 1960, a
natureza caótica da atmosfera foi observada pela primeira vez e
matematicamente descrita por Edward Lorenz, fundador da teoria do
caos.[56] Estes avanços levaram ao uso atual da previsão conjunta
na maioria dos grandes centros de previsão, e a levar em conta a
incerteza decorrente da natureza caótica da atmosfera. Nos últimos
anos, modelos climáticos têm sido desenvolvidos, que apresentam uma
resolução comparável aos antigos modelos de previsão do tempo.
Tais modelos climáticos são usados para investigar mudanças
climáticas em longo prazo, tais como os efeitos que podem ser
causados por emissões humanas de gases do efeito estufa.[56] No
abril daquele ano, foi lançado com sucesso o primeiro satélite
meteorológico de sucesso, o TIROS-1, e marcou início da era em que
as informações meteorológicas tornaram-se disponíveis a nível
global.
a
cultura popular sobre o tema:
texto de: Luciana Alvim Santos Romani * site da
Embrapa: (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, texto
modificado)
Segundo a cultura popular, se um grupo de
maritacas estiver muito alvoroçado ou se as formigas se deslocarem
de um ponto a outro em fila é porque o tempo está mudando e vai
chover.
Baseando-se na experiência adquirida ao observar
a natureza, experiência esta que é passada de uma geração a
outra, muitos agricultores brasileiros têm programado o manejo do
solo, plantio e colheita ao longo de anos.
Esses mitos fazem parte da história brasileira e
não devem ser ignorados ou desconsiderados pois têm seu valor,
mesmo que, apenas como parte da cultura de um povo. No entanto, os
avanços tecnológicos e científicos têm possibilitado previsões
do tempo que, se aplicados à agricultura, permitem uma melhoria de
produtividade e reduzem as perdas para o agricultor.
Até aí tudo bem, o problema maior está em
entender e interpretar corretamente o que falam os pesquisadores,
cientistas e meteorologistas com seus inúmeros jargões e palavras
difíceis.
Para começar, qual é a diferença entre tempo e
clima? O tempo para os meteorologistas tem o significado de condições
meteorológicas momentâneas ou quase momentâneas, diferentemente do
entendimento mais popular que seria a sucessão dos meses ou dos
anos.
Sob esse enfoque, condições de tempo podem ser
entendidas como as flutuações nas variáveis atmosféricas que
ocorrem de um dia para outro ou de uma hora para outra. Dessa forma,
o tempo é descrito por elementos meteorológicos como temperatura,
umidade relativa, chuva, vento etc. As condições de tempo envolvem
fenômenos naturais que vão desde céu claro a nublado, de uma brisa
a um tornado, entre outros (Cunha, 2003).
O conceito de clima pode ser entendido como uma
média das condições de tempo, não restrito à média das
variáveis meteorológicas, mas envolvendo a amplitude entre valores
extremos. A freqüência da ocorrência dos fenômenos, além da sua
localização geográfica também é considerada quando se fala em
clima (Cunha, 2003).
De forma simplificada, podemos dizer que o tempo
(meteorológico) é específico de uma certa região enquanto a noção
de clima considera um horizonte de tempo (agora sim, cronológico)
maior. O vento, que também influencia muito a agricultura, é outro
conceito nem sempre muito fácil de se entender. O nome dos ventos,
digamos assim, é uma convenção meteorológica.
Segundo ela, o vento que sopra de Sul para Norte é
chamado vento Sul, já aquele que venta de Norte para Sul é
conhecido como vento Norte. Ou seja, seu nome é determinado por sua
origem e essa convenção está fundamentada na importância que os
ventos têm na definição das condições meteorológicas. Isto
porque as massas de ar em movimento apresentam propriedades físicas
(temperatura e umidade, por exemplo) que estão relacionadas com seu
local de origem (Cunha, 2003).
O vento é o ar em movimento e vai de um ponto de
alta para outro de baixa pressão. Dependendo da sua direção e
intensidade, pode não ser possível aplicar defensivo ou mesmo
irrigar a plantação. Conhecer essas condições com antecedência
pode ser fundamental na programação do agricultor.
O fato importante é que todo o conhecimento
acumulado ao longo dos anos dá aos meteorologistas base para prever
as condições do tempo e as climáticas com um grau de acerto
satisfatório.
E os agricultores podem, devem e usam tais
conhecimentos.
Como
funciona a meteorologia?
A meteorologia hoje: barômetros, termômetros e higrômetros
Você provavelmente já
ouviu dizer que quanto mais palpiteiros houver, piores os resultados,
talvez como referência a um disco, uma empresa ou até uma
equipe esportiva. A ideia é que, quanto mais pessoas estiverem
envolvidas em um projeto, maior chance de que o resultado cause
confusão, seja chato ou simplesmente horrível. De certa forma, a
atmosfera é uma dessas situações em que há fatores demais dando
palpite: gravidade,
luz solar,
rotação, zonas de pressão conflitantes, oceanos frios, desertos
quentes, cadeias de montanhas e correntes de ar fortíssimas, para
mencionar alguns. Essas forças constantemente forçam a atmosfera a
se mover, e compreender o que ela está fazendo a cada dado momento
requer muito estudo e observação.
![]() © istockphoto.com / Alan Crawford Estação meteorológica localizada na Escócia |
Três das propriedades essenciais da atmosfera são a pressão
do ar, a temperatura do ar e a umidade.
Para realmente entender o que está acontecendo, é preciso que essas
condições sejam medidas. Por isso, a meteorologia não emergiu
realmente como ciência antes do século 17, quando foram
inventados o barômetro, que mede confiavelmente a
pressão do ar, e um termômetro preciso para medir
temperaturas. Antes do final do século, os cientistas também
desenvolveram higrômetros confiáveis para medir a
umidade. Esses instrumentos, bem como medidores do nível de chuva,
permitiram melhoras no planejamento agrícola e nas viagens
marítimas.
Mas para obter uma visão verdadeiramente
sinóptica sobre as condições correntes do
tempo, é necessária uma maneira de se comunicar com os
observadores de outras regiões. A invenção do telégrafo, em 1837,
tornou isso possível. Por volta da metade do século 19, os
meteorologistas de diversas estações eram capazes de se comunicar
rapidamente uns com os outros e montar o quadro geral.
Por volta do final do século 19, os
meteorologistas estavam usando balões meteorológicos para estudar
as camadas superiores da atmosfera. Ao fazê-lo, conseguiram
descobertas essenciais sobre a pressão do ar em altitude elevada e
os padrões do vento. Com isso, eles puderam descobrir o papel
desempenhado pelos centros de baixa pressão na
determinação de padrões meteorológicos. Você já deve ter visto
o apresentador apontar para eles em uma previsão do tempo na TV. O
ar mais frio e denso avança em espiral para áreas mais quentes e de
pressão mais baixa, vindo de regiões vizinhas. Isso leva o ar
quente a subir para a parte superior da atmosfera, onde se espalha
para todos os lados. Essas formações são conhecidas como
ciclones (não confundir com furacões
e tufões, que em algumas regiões recebem o nome de
ciclones.)
Mas essa elevação do ar não acontece apenas em
um centro de baixa pressão. Também acontece quando duas massas
de ar colidem em uma frente. Em ambos os
casos, o ar elevado muitas vezes forma nuvens e sistemas de
tempestades. Com essas descobertas, os meteorologistas estavam mais
preparados para prever o tempo. Não estavam mais apresentando
palpites informados baseados em reconhecimento de padrões, mas sim
compreendendo como funciona a atmosfera.
No século 20, os avanços na aviação tornaram
possível um estudo melhor da atmosfera superior, e novas tecnologias
de rádio permitiram que os meteorologistas acrescentassem
equipamentos sensíveis aos seus balões, que subiam a altitudes
ainda maiores -- uma prática que continua. De maneira semelhante,
bóias meteorológicas equipadas com rádioságua,
a velocidade do vento e a altura das ondas. Depois da Segunda
Guerra Mundial, os cientistas começaram a usar o
comunicavam as condições vigentes no mar, entre as quais a
temperatura da radar
para estudar o tempo, porque essa tecnologia tornava possível
detectar chuvas, além de aviões.
Em 1960, novo avanço foi acrescentado para
ampliar nossa capacidade de observar e medir a atmosfera da Terra: o
satélite meteorológico. Ao colocar esses observatórios
automatizados em órbitas polares de norte a sul e
órbitas geoestacionárias de leste a oeste, os
seres humanos conseguiram ver a atmosfera de fora, de um ponto de
vista realmente sinóptico. Os satélites meteorológicos oferecem
mais que uma visão extraterrestre do clima: também portam sensores
que medem temperatura, umidade e radiação solar.
Uma coisa é saber o que está acontecendo agora,
mas como os meteorologistas transformam esses dados em uma ideia
sobre o que vai acontecer amanhã? Leia a próxima seção para
descobrir
pasmem, galera! Apenas oito universidades formam meteorologistas no país:
Se
você adora matemática e física, e quer aliar essa habilidade à
prestação de serviços, uma boa escolha pode ser a graduação em
meteorologia.
“Um meteorologista, quando se forma, está
preparado para trabalhar em duas grandes áreas. Ele pode atuar como
pesquisador, no ambiente acadêmico, que é o caminho escolhido pela
maioria dos meteorologistas, ou pode optar por trabalhar na parte
prática, com a previsão do tempo”, diz o meteorologista Gustavo
Escobar, coordenador do Grupo de Previsão de Tempo do Centro de
Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe).
Tanto para meteorologistas que serão
pesquisadores, quanto para aqueles que farão a previsão do tempo,
algumas disciplinas, além da física e da matemática, são
importantes.
"Os cursos de meteorologia são, geralmente,
divididos em duas etapas. Na primeira, o estudante aprende
matemática, cálculos numéricos, física e física das nuvens. Na
segunda etapa, ele tem matérias mais profissionais, que abrangem
meteorologia básica, climatologia, e previsão do tempo por técnicas
numéricas e modelos conceituais. Eles aprendem a interpretar as
informações coletadas por radares meteorológicos”, explica o
professor Isimar de Azevedo Santos, do Departamento de Meteorologia
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Outras disciplinas importantes durante a graduação
são estatística, computação, elementos de cartografia e
astronomia e expressão oral e escrita. “É fundamental que o
meteorologista saiba falar bem e escrever, porque ele vai produzir
boletins meteorológicos para especialistas em diversas áreas, e
para o público leigo também”, afirma Escobar.
Atualmente, de acordo com o Ministério da
Educação (MEC), o curso de meteorologia é oferecido em apenas oito
universidades pelo país, todas públicas. As durações mínima e
máxima do curso ficam a critério da instituição de ensino, desde
que respeitada a carga horária mínima de 3 mil horas.
Previsão do tempo
No Cptec/Inpe, a previsão do tempo conta com uma equipe de 12 profissionais, entre graduados, mestres, doutores e técnicos em meteorologia. O primeiro passo para o boletim que chega ao cidadão comum pela televisão, rádio ou internet é fazer um diagnóstico da situação meteorológica em um determinado momento.
No Cptec/Inpe, a previsão do tempo conta com uma equipe de 12 profissionais, entre graduados, mestres, doutores e técnicos em meteorologia. O primeiro passo para o boletim que chega ao cidadão comum pela televisão, rádio ou internet é fazer um diagnóstico da situação meteorológica em um determinado momento.
“Por meio da análise de dados captados em
estações meteorológicas, determinamos o estado da atmosfera em um
momento específico. A partir dessa análise, o meteorologista de
previsão consegue identificar os diferentes sistemas que estão
atuando na atmosfera e só assim conseguirá traçar a previsão para
os próximos dias”, explica Escobar.
A previsão, no entanto, não é uma ciência
exata, e depende da interpretação do grupo de meteorologistas sobre
simulações feitas por computadores. “Equações matemáticas e
físicas simulam, por meio de computadores, o comportamento futuro da
atmosfera. Essas saídas gráficas propostas pelos computadores são
interpretadas pelos meteorologistas. Por isso é tão importante a
experiência do grupo.”
Engana-se, porém, quem pensa que escolher a
aplicação prática da previsão de tempo restringe as funções do
meteorologista. O profissional pode atuar como suporte para equipes
de aviação, navegação, agricultura, além da previsão
tradicional, para o grande público.
“É uma profissão bastante abrangente e
corresponde a uma área que tem precisado cada vez de mais
profissionais. A sociedade demanda cada vez mais explicações sobre
fenômenos naturais e pesquisas sobre as variações climáticas”,
diz Escobar.
meteorologia do futuro: modelos numéricos de previsão do tempo:
A tecnologia moderna
permite que meteorologistas compreendam a atmosfera da Terra de forma
inédita, e lhes oferece um ponto de vista excelente para observar o
tempo do planeta. Mas como eles traduzem essas observações em uma
previsão razoável daquilo que o tempo continuará a fazer?
![]() © istockphoto.com / Lisa F. Young Meteorologista monitora os movimentos de um furacão para tentar prever seu trajeto |
Em lugar de simplesmente observar as condições
correntes e estimar o futuro com base em observações
passadas, os meteorologistas criam modelos de previsão de
tempo numéricos (NWP). Os modelos são
cálculos objetivos, baseados em dados físicos que, quando
processados por um computador,
predizem como será o tempo no futuro. As equações envolvidas
nesses modelos são complexas e envolvem múltiplas variáveis
atmosféricas. Essas variáveis deixam certa margem de erro, de modo
que quanto mais distante no futuro for a data para a qual se deseja a
previsão, maior a chance de erro.
Observe qualquer previsão de tempo hora a hora: a
previsão para cada hora é um passo para o futuro possível. A
previsão inicial (por exemplo, a de como estará o tempo dentro de
uma hora) resulta da aplicação de um modelo de computador ao tempo
que temos agora. Depois, para conseguir um modelo sobre que tempo
teremos em duas horas, as diversas equações são aplicadas ao
primeiro modelo obtido. Assim, embora a previsão inicial se baseie
em dados reais, a segunda se baseia em condições previstas, que
podem ser menos que precisas. Cada previsão subseqüente eleva a
possibilidade de erro. Por isso, os modelos NWP se tornam cada vez
menos precisos quando avançam para o futuro.
Os meteorologistas vêm constantemente
melhorando os modelos NWP, desde os anos 80. Ao alterá-los
constantemente, criaram equações mais precisas e com menor margem
de erro. Outra técnica, conhecida como Estatística de
Produção de Modelos, melhora a previsão do tempo ao tomar
o modelo NWP, baseado em condições atuais, e extrapolá-lo para
comparar com as condições passadas de superfície em dada região.
O método essencialmente usa leituras meteorológicas do passado para
compensar alguns dos erros inerentes ao modelo NWP.
Homens
do tempo X meteorologistas
Qual
é a diferença entre um meteorologista e o homem
do tempo na TV? Enquanto o primeiro é um cientista diplomado em
meteorologia ou ciências atmosféricas, o homem do tempo não
necessariamente tem formação científica. De fato, Narciso
Vernizzi e Sandra Annenberg não são meteorologistas, ainda que
tenham ganhado fama apresentando previsões do tempo.
|
A despeito dos avanços continuados na meteorologia, não
espere previsões infalíveis em breve. Ao considerar as numerosas
variáveis em um modelo NWP, é importante perceber até que ponto
uma pequena discrepância pode fazer diferença. Em 1961, o
meteorologista e criador da teoria do caos Edward
Lorenz decidiu considerar as diferenças que um modelo poderia sofrer
com uma discrepância de um único ponto decimal. Com base nesse
estudo, ele cunhou o termo efeito borboleta,
definido pela questão: "Quando uma borboleta
bate as asas no Brasil, ela está causando um tornado no Texas?"
Mas embora a previsão do tempo esteja longe de
ser infalível, a meteorologia já salvou incontáveis vidas ao
permitir que cientistas prevejam onde um tempo muito severo vai
surgir, e alertem as pessoas com antecedência. A previsão semanal
do tempo pode não ser perfeita, mas nossa compreensão sobre o
complexo conjunto de movimentos da atmosfera em que vivemos tampouco
o é.
O
meteorologista mais famoso da história
podemos
resumir a importância do capitão Stagg da seguinte forma: sem ele
os aliados não teriam ganho a Segunda Guerra Mundial.
Pode
parecer exagero, mas não é.
O famoso
dia D – o
desembarque de tropas aliadas na França em 06 de junho de 1944, se
você dormiu nas aulas de História – não teria dado certo se não
fosse pelo capitão Stagg. E sem o dia D, no mínimo, a guerra teria
se arrastado por mais alguns anos, ou no máximo, teria virado a
favor das tropas de Hitler.
O dia D
ainda mantém o recorde (ou seria o record ?) de ser a maior
concentração de forças áreas, terrestres e navais da história
conhecida da humanidade, apesar de alguns acharem que a guerra
entre a Atlântida e o Império Rama possa ter tido batalhas
maiores. Eu pessoalmente acho que a tentativa de invasão de Mordor
nos capítulos finais de O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei foi
maior, por mais que pese o fato de que não existia força aérea no
universo de Tolkien.
O dia D
foi um daqueles eventos que todos os envolvidos sabiam que iam
acontecer, só não sabiam quando nem onde. Hitler, apesar de ser um
estrategista bem meia boca, sabia que estava dando mole ao deslocar
mais de 60 % de suas tropas para combater os soviéticos no leste. A
invasão da França, partindo da Inglaterra, era tão óbvia que
Hitler mandou construir a “Muralha
do Atlântico” na esperança de que poderia deter a invasão.
Mas onde
entra o nosso intrépido meteorologista nessa história ? Veremos.
Originalmente,
o ataque estava planejado para o dia 05 de junho. Mas, naquele dia, o
céu estava cheio de nuvens
do tipo stratus, chovia e ventos fortes assolavam o canal da
Mancha. Eram péssimas notícias. O plano era de que a poderosa
aviação aliada atuaria como batedores na invasão da França,
arrasando o maior número de fortificações alemãs antes da chegada
das tropas pelo mar e também jogariam paraquedistas por trás das
linhas inimigas para bloquear seu recuo. Mas, para o plano funcionar,
era imprescindível que o tempo estivesse claro e com pouco vento.
Sir
James Martin Stagg
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Cap.
James, Com o seu melhor sorriso. Kkkkkkkkk
Quatro
mil navios já estavam preparados para o ataque. As tropas já
estavam embarcadas, tensas e começando a sofrer de enjôo por causa
do mar “mexido”. Não dava para esperar por muito mais tempo. Os
alemães não eram cegos, em breve perceberiam que o ataque estava
para ser deflagrado.
Na
reunião com o corpo de meteorologistas naquele dia, o capitão Stagg
foi categórico: haveria uma melhora do tempo no dia seguinte, e que
persistiria por 36 horas. Se não fosse aproveitada essa melhora, o
tempo ficaria muito pior e só melhoraria por volta do dia 19. Foi
uma aposta ousada. Mesmo hoje, com todos os recursos modernos como
satélites, as previsões meteorológicas costumam estar erradas em
50 % nessa região da França em particular.
O
comandante supremo dos aliados, general
Dwight Eisenhower, resolveu bancar a aposta
do metereologista escocês. Chamou seus oficiais e, depois de ouvir
todos os argumentos, saiu-se com essa: “Estou
certo de que temos de prosseguir. Não vejo como possamos proceder de
outra forma. Ok, vamos lá.” E,
enquanto seus subordinados disparavam as últimas ordens para o
ataque, Eisenhower escrevia uma nota em que assumia a culpa pelo
fracasso da operação. Felizmente não precisou divulgá-la.
O resto é (e está nos livros de) História. O
tempo realmente melhorou no dia 06 e o ataque foi coroado de pleno
êxito. As baixas foram severas, dos dois lados – cerca de 40 mil
mortos no total – e o dia D ficou conhecido como “o dia mais
longo da história”. Agora Hitler estava cercado, sendo arrasado
pelo rolo compressor soviético ao leste e empurrado pelas tropas de
Eisenhower a oeste. A Segunda Guerra Mundial entrava na sua fase
final. Enquanto isso, em algum lugar seguro na Grã Bretanha, o
capitão Stagg devia estar bebendo uma boa dose de uísque nacional –
no caso dele, escocês – para comemorar mais uma previsão
acertada.
Depois
da Guerra o Capitão Stabb colheu os louros da sua previsão
acertada. Foi diretor do Escritório de Metereologia inglês até a
década de 60, escolhido Cavaleiro do Império Britânico em 1954 e
eleito presidente da Royal
Meteorological Society em 1959. Morreu em
23 de junho de 1975, poucos dias antes de completar 75 anos de idade.
Álias, para quem gosta de coincidência, o capitão Stabb é um
prato cheio: nasceu, teve o maior acerto da sua vida e morreu num mês
de junho. Era um predestinado mesmo. Ou um cara com sorte. Ou as duas
coisas. Mas ainda bem que ele estava certo.
Dia
23 de março é o dia do meteorologista!
O
dia vinte e três de março foi escolhido como o dia internacional do
meteorologista, pois nesta data fundou-se a Organização Mundial de
Meteorologia.
A
Organização Mundial de Meteorologia
(OMM)
é sucessora da Organização Meteorológica Internacional, criada em
1873,
com o intuito de unificar o sistema então muito mesclado de
pesquisas meteorológicas mundial.
É o Organismo Internacional
autorizado pelas Nações Unidas com ação no que diz respeito ao
comportamento da atmosfera
da Terra, sua interação com os oceanos
e clima resultante, e respectiva distribuição de recursos hídricos.
Sua sede está localizada em Genebra
na Suíça.
AGORA
O ASSUNTO ESTÁ MUITO SÉRIO GALERA, VAMOS BRINCAR UM POUCO OK? É A
HORA DO:
MOMENTO
DERCY:
A
HORA QUE O ASSUNTO SAI DO SÉRIO, LITERALMENTE.
A meteorologia é
uma ciência faculdade (mental?)
que permite que o formando apresente a previsão
do tempo em
qualquEr jornal,
mesmo os furrecas, além de estragar o final de semana da população.
O
curso existe desde os tempos bíblicos,
quando Deusavisou
a população da Galiléia que
um dilúvio iria
destruir todo o universo. Noé foi
o único que acreditou, e como foi o único humano sobrevivente,
resolveu iniciar o ensino da meteorologia — sem diploma, aquele
larápio (pensando bem, diploma pra quer?)
No
Brasil, a Meteorologia ( ou como muitos pronunciam: Metrologia ou
Metrolhroehlerhoerlheogia) é uma profissão de grande destaque,
sendo que muitos até a consideram como a profissão do futuro ( Tão
futuro que nem o Michael J. Fox a achou ).
O
salário varia de um pão francês até um R$1,50. Há lendas de
Meteorologista ( é, é assim mesmo que se diz, não ria) que ganham
o mesmo que engenheiros, mas sinceramente é mais fácil acreditar no
curupira ou no chupa cabras.
A
instituição de ensino de Meteorologia mais famosa do país é o
Instituto Abatedor de Galinhas (IAG), na qual os alunos encontram uma
experiência sem precedentes. Lá, os aspirantes( HA HA HA) à
Meteorologia são treinados para serem os profissionais completos que
o mundo necessita : aprendem desde amassar folhas de papel e
medir seu tamanho até olhar para o céu e tentar descobrir qual
animalzinho a nuvem parece, além de ser OBRIGADO a bulinar um pote
de isopor com um canudinho.
Além
de todo prazer descrito acima, ainda há inesquecíveis festas,
organizadas pelo ENORME centro acadêmico. Nelas, você pode beber
água e curtir o som até as 23:00. Sem contar a presença de 1
mulher (miss panta) para cada 10000000000000000 homens. Alias, olhe
bem pra ter certeza que é mulher.
Depois
de se fuder nesta merda de curso durante 8 anos (tempo em que ou você
se forma ou é jubilado da usp), o meteorologista vai trabalhar nas
duas únicas empresas de meteorologia do Brasil (que vasto mercado de
trabalho!!!!), a Somar Meteorologia (que na verdade divide o salário
dos meteorologistas por 3) e a Climatempo (aquela do homem do tempo
carequinha, o Carlos Magno), lá o meteorologista vai ganhar seus
honrosos 1000 reais por mês pelo resto da vida ou até passar em um
concurso da Infraero e ser mais um escravo público.
Desanimou-se
com o trabalho na área? Você pode seguir a carreira acadêmica
então, nesta carreira o meteorologista estuda mais que ninguém,
deixa de conviver socialmente, faz chupeta diariamente para seus
professores orientadores, vive na frente do computador e sua única
diversão é pornografia na internet. Para no fim lutar por uma bolsa
de mestrado ou doutorado com remuneração menor que a do bolsa
família e ter um título de mestre ou doutor que não vale porra
nenhuma neste país onde semi-analfabeto é eleito presidente.
Enfim,
acorde perdedor, você nunca será um caçador de tornados e nem vai
comer a Helen Hunt, como no filme Twister!
"Profissão
de meteorologista é pós-graduação"
Previsão
universal: se não esquentar vai esfriar, se não chover vai fazer
Sol. (não tem erro)
Se
o meteorologista acerta a previsão o mérito é dele, mas cuidado,
eventualmente jornalistas gostam de sabotar (eles sempre fazem isso)
meteorologistas e publicam uma previsão errada pra pegar os troxas.
FONTE
DESCICLOPÉDIA, A ENCICLOPÉDIA DA DERCY GONÇALVES.
NÃO PERCA EM NOVEMBRO DE 2011, MAIS UM TEXTO INTERESSANTE PRA VOCÊ. ALÉM DE ALGUMAS NOVIDADES NO SCIENTIFIC LOOK. O BLOG PRA QUEM GOSTA DE CIÊNCIA E INFORMAÇÃO.


QUEW BLOG MASSA !!
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